Meu papel
É ser
Sensível

A arte
A verdade

Pedacinhos de alma
Perdidos no éter
Percorrem o espaço

Como imagens
Chegam
Em ideias
Partem

Em sonhos
Ganham vida
Como recém-nascido
Aos olhos do mundo

Encontram a forma
Na pureza do sentimento
Em lágrimas de vida

Pedacinhos de verdade
Perdidos na alma
Percorrem a vida

Encontram outros sonhos
Outras almas
Outras imagens

Outras ideias
Partem

Pedacinhos de vida
Perdidos no espaço
Percorrem os sentimentos

Encontram a verdade
Na pureza da alma
Lágrimas em vida
Partem

Em novos sonhos
Em novas almas

A única
A verdadeira
Arte

Para o tempo
Desloca o espaço
Prende a luz
O poeta e seu buraco negro

Voa em pensamentos
Em gaiola despresa
O pássaro desvoado

A menina desaponta
A velha e os pombos

Despresas

Da árvore
Folhas borradas

Imóveis ao ar

O vestido e os pássaros
Negros

Frente ao sol

O mar
A nuvem

Chora

Em vermelhos e amarelos
Notas diminutas

Como pássaro desvoado
Em gaiola negra

Prende os sonhos
Prende o tempo
Prende o espaço
Prende a vida

No segundo eterno
No sensível infinito
A poesia escrita em luz

Sai em sopro suave 

Cansado 

Sai em tom bom 

E harmonia

 

Voa o sussurro 

 

Amigo do vento 

Navega os ares 

Navega o tempo

 

Passa despercebido 

Passa o tempo 

Segue o vento

 

Séculos sem par 

Em si

 

Em brisa suave 

Sente um som 

Só 

Sereno

 

Saem a navegar 

Solitários

Em par

 

Voam pelos ares

Em ouvidos calados

 

Sem pedir 

Entram em almas 

Sopram pensamentos 

Sentimentos

 

Sem avisar

Saem 

Em sopro suave

Em novos ares
 

A Poesia

A Melodia

A Canção

Sem querer
Sonhou

O destino 
É escrito

A lápis

A caneta

Quem passa 
É você

Nem pensar
Em acordar

Só levar
O embriagar
De sonhar
O olhar

E respirar
Seu ar

Ao navegar
No transbordar
Do amar

Sei tudo
Sobre nada

Sobre tudo
Nada sei

Acordar e discordar
Eis o propósito da vida
Concorda?

Somos todos
Inclusive você
Homem
Que acha que sabe que sabe
Peidos cósmicos

Escrevo em gotas
A cada gota
Uma palavra
Um sentimento

Com o tinteiro de nuvens
Rabisco o céu
Chuvisco histórias

Que gota a gota
Desenham o chão
Histórias do céu

A cada gotícula
Novos lagos
Novos rios
Novos mares

O livro se constrói
Na enxurrada de palavras

Meço cada gota
Que completa o grande livro

Retornam ao céu
Leves
Ao fim de seu fluxo

Em novos sentimentos
Em novas histórias
Caem novamente
Gota a gota

O que acontece agora, além de gerúndios?

O universo é feito em prosa?

 

Um poeta, sem palavras, escreve o silêncio?

 

Onde não vivem os seres não vivos?

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